
Quando diagnosticado na infância, a função do psicólogo pode ser auxiliar na adaptação da criança e da sua família àquela condição. Algumas vezes a doença acabará expondo a criança em diversas situações diferentes daquelas que seriam ideais ao seu desenvolvimento. A psicologia pode cooperar para pensar e elaborar um ambiente mais agradável para a infância e o crescimento.

Em outras circunstâncias, não é o período da vida do paciente que torna o tratamento psicológico mais característico, mas sim como a doença se revela e se expande. Em alguns casos, a doença pode ter um progresso muito acelerado, às vezes irreversível.
O psicólogo necessita, nessas situações, se aproximar do drama do paciente e da família, cooperando para seu entendimento existencial, para a aceitação de prováveis tratamentos e, até mesmo, para uma compreensão menos dolorosa de um destino inevitável.
A psicologia apresenta um trabalho essencial, não somente para aliviar a ansiedade, assim como, para encorajar as pessoas que enfrentam essa doença, como também para ajudar os seus familiares e contribuir para que elas permaneçam perseguindo sentidos nas suas vidas.

É importante destinar cuidado, dedicação e atenção às peculiares pessoais de cada paciente. Apenas dessa maneira é possível dar a ele um apoio psicológico e emocional. Quando tratamos de seres humanos, não há fórmulas nem manuais de instrução. Cada pessoa é única e lida de maneira distinta com seus conflitos e, quando são envolvidas doenças crônicas, também acontecerão reações diferentes.
O acompanhamento é tão importante que em algumas cidades, como em Passo Fundo – RS, por exemplo, já contamos com a Residência Multiprofissional em Atenção ao Câncer na Universidade de Passo Fundo. O objetivo é capacitar e especializar profissionais de psicologia, enfermagem, farmácia e fisioterapia (equipe multiprofissional) para atuarem, a partir de práticas interdisciplinares e multiprofissionais, no cuidado integral à saúde das pessoas, com habilidades para proceder à intervenção crítica na organização do processo de trabalho, buscando a melhora da qualidade de saúde e de vida da população.

As mudanças na vida das pessoas afetadas pela doença, assim como dos familiares são significativas, o que demonstra a importância do suporte psicológico diante das dificuldades que devem ser atendidas.
O atendimento psicológico também deve ocorrer perante a não possibilidade de cura ou ao convívio com a doença crônica, que por vezes exige se adaptar a uma nova realidade de vida para os familiares.

*Os textos do site são informativos e não substituem atendimentos realizados por profissionais.
Autora: Andrielli Bittencourt (Psicóloga – CRP 07/20780)
Passo Fundo – RS